Perdas e Perdas, a música já teve um nome

 

Atualmente tem sido um tarefa árdua e confusa a de se comentar a qualidade presente nas músicas ultimamente compostas. Vivemos um vazio criativo em escala mundial, pois grandes países como os EUA tem produzido apenas bandas de gosto duvidoso e gemidos da atuais divas pop que tem muito a mostrar, pena que apenas fisicamente.

A música nacional vive de bandas com pelo menos mais de 20 anos de estrada e pouco tem se criado, já que a cada dia tenho mais a impressão de que o brasileiro não se preocupa com qualidade, desde que haja festas e mulheres tratadas como objeto.

Somos corrompidos pouco a pouco pelas paradas e gravadoras me deixando grandes interrogações, sendo as principais: ainda existe algum resquício de música no Brasil? Onde estriam as influências dos grupos atuais?

Saindo um pouco da questão nacional me confronto com outra situação: hoje temos tantos recursos, porém criamos tão pouco...

Nos anos 70, o rock criava forma de maneiras diversas criando um vasto campo musical assustador, pois haviam poucas influências relacionadas ao som que se criava na época e assim nasciam pérolas, riffs simples e geniais, música clássica com uma imagem bem própria associada aos elementos menos convencionais, criando-se o chamado progressivo.

Qualidade indiscutível, nada de sons comerciais, não se tinha como preocupação principal agradar as rádios e sim a si mesmo. Essa é a busca principal e necessária dentro daqueles que podemos chamar de músicos.

Muitos criticam os anos 80, mas foi um década criativo pelo menos para o pop não descartável, grande exemplo disso foram bandas como The Smiths(embrião do chamado brit-pop, pena que a qualidade caiu muito) e New Order nascido do fim do Joy Division, não consigo falar mal dos anos 80 que também trazia um momento inspiradíssimo do Talking Heads(estreante no final dos anos 70).

Exemplificar aqui bandas dessas 2 décadas acaba sendo complicado, pois o número é inestimável, sei que acabarei me esquecendo de alguém.

O começo dos anos 90 foi agradável, viamos a cena de Seatlle despontar com uma agradável sensação, talvez um dos melhores momentos de popularidade da música americana, pois alavancou diversas outras bandas de várias regiões.

Infelizmente com o tempo começou a volta da famosa indagação muito feita já em meados do final dos anos 80: o rock estava morto?

Vendo a cena atual responderia que sim, não há muito mais o que s ouvir ou se procurar nas bandas atuais e o mundo passa a viver um estigma nacional: bandas veteranas dando o que ainda podem dar e novidades discretas para poucos ouvintes. Nesse meio tempo não há mais como se criar músicas fantásticas, temas novos usando todos os recursos disponíveis simplesmente porque não haverá espaço para isso a não ser que a banda consiga se consolidar antes para poder cometer seu som livremente como faz, por exemplo, o Radiohead, criando um som novo mesclando de tudo sem medo e criando o que bem entende.

Fico triste em não poder ter milhares de exemplos e ficar em busca de sonoridades fascinantes muitas vezes vindas de bandas independentes e que as gravadoras certamente não dariam 1 centavo por elas.

O importante é vender muito com o mínimo de esforço possível, não é preciso mais dedicação aos instrumentos, é só montar um refrão bobo e simpático e eis a chama do sucesso.

Como diria o Metallica que já teve seus bons momentos: triste mas verdadeiro.



Escrito por Leo às 13h52
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